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Garantir transparência, confiabilidade e equidade para os produtores hidrelétricos é o objetivo do sistema de medição de indisponibilidade desenvolvido pela Omexom no Brasil. Ao transformar uma exigência regulatória em alavanca de desempenho, a marca Infraestruturas de Energia da VINCI Energies contribui para a modernização sustentável do parque energético brasileiro.

No Brasil, as pequenas centrais hidrelétricas desempenham um papel essencial na matriz elétrica. Por isso, sua automação, supervisão e medição exigem atenção especial, e é nesse contexto que se destaca o sistema de medição de indisponibilidade (SMI) da Omexom.

Ao reforçar a transparência, a confiabilidade e a equidade dos processos, o SMI se consolida como uma ferramenta estratégica do mecanismo de realocação de energia, fundamental para o compartilhamento dos riscos hidrológicos entre os produtores.

Até recentemente, as pequenas centrais hidrelétricas (PCH) e as centrais geradoras hidrelétricas (CGH) não centralizadas enfrentavam um desafio significativo: sua garantia física (a quantidade de energia considerada “garantida”) nem sempre refletia sua produção real. Diferenças entre dados teóricos e condições hidrológicas podem resultar em penalidades injustificadas.

Uma Resolução Normativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL n.º 1.085/2024)  corrige essa distorção, oferecendo dois métodos de cálculo da indisponibilidade: um baseado na produção média ponderada e outro, mais preciso, baseado em medições físicas coletadas pelo SMI.

Uma solução completa e integrada

É nesse novo cenário regulatório que a Omexom no Brasil desenvolveu um sistema capaz de medir a potência perdida por uma usina, em conformidade com as exigências do regulador. “A vantagem para nossos clientes é evidente, declara, com satisfação, André Xaia, Hydro Business Manager da Omexom Brasil. Se essa potência não for medida, a nova regulamentação pode penalizar a usina, atribuindo uma perda sem relação com seu desempenho real.”

Oito usinas da produtora ELERA (Ivan Botelho I, II e III, Túlio Cordeiro, Ormeo Junqueira Botelho, Guary, Cristina e Zé Tunin) e uma usina da Hy-Brazil (São Luiz) já operam com um SMI Omexom completo.

“Nosso objetivo não é apenas cumprir a norma, mas também proporcionar aos nossos clientes a tranquilidade de uma medição justa, promovendo ao mesmo tempo uma fonte de energia limpa e renovável.”

O dispositivo integra sensores hidráulicos, painéis elétricos, um algoritmo de cálculo proprietário e um sistema automatizado de aquisição de dados. “Oferecemos uma solução completa: concepção, instrumentação, automação, fabricação de painéis, montagem e colocação em serviço”, explica André Xaia.

Transformar uma obrigação em oportunidade

Essa abordagem integrada se apoia em uma expertise multidisciplinar. “O SMI requer conhecimento aprofundado dos conceitos hidrelétricos, aliado a aplicações de instrumentação e automação, continua Xaia. Estamos presentes há muito tempo nesse mercado, o que nos permite unir domínio técnico e conformidade regulatória. ”

Em linha com os critérios definidos pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e pela ABRAGEL (Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa), ou seja, automação, rastreabilidade, redundância, segurança e criptografia de dados, o sistema da Omexom garante uma medição independente do fator humano.

“Nossa solução está em total conformidade com os conceitos estabelecidos pelo regulador, destaca André Xaia. Por se tratar de uma legislação recente, ajustes ainda podem ocorrer, mas acreditamos que nossos sistemas serão os menos suscetíveis a alterações.”

Além da conformidade, o SMI protege os produtores contra os efeitos de uma avaliação injusta de sua disponibilidade energética. Em outras palavras, essa tecnologia restabelece o equilíbrio: mede apenas o que depende do operador, sem penalizá-lo por fatores hidrológicos fora de seu controle.

A atuação da Omexom Brasil ilustra essa lógica: transformar uma obrigação regulatória em uma oportunidade de desempenho e confiabilidade. “Nosso objetivo não é apenas cumprir a norma, mas também proporcionar aos nossos clientes a tranquilidade de uma medição justa, promovendo ao mesmo tempo uma fonte de energia limpa e renovável”, conclui André Xaia.

Assim, o SMI deixa de ser apenas uma ferramenta regulatória para se tornar uma tecnologia estratégica para um setor em plena transformação, que busca conciliar equidade, eficiência e sustentabilidade. Com isso, a Omexom afirma-se como um ator-chave na modernização do parque hidrelétrico brasileiro.

16/04/2026