As novas demandas e as soluções TIC que permitiram enfrentar a urgência da crise sanitária deram um impulso fortíssimo à transformação digital das empresas.

“A pandemia de Covid-19 transtornou nossa vida pessoal e profissional a um ritmo espantoso!”, declara José Calado. Para o Head of Expertise, Strategic Partnerships & Innovation – Axians, “esta crise forçou as empresas a implementar em dias ou semanas os projetos digitais previstos com ciclos de um a três anos”.

Obrigadas a fechar suas instalações por conta da política de isolamento imposta em metade do mundo, primeiro na Ásia, depois na Europa e, finalmente, na América do Norte e do Sul, as empresas se depararam com uma situação que nenhum plano de continuidade comercial tinha imaginado.

Generalização do teletrabalho em casa

“A primeira e principal consequência foi a generalização do teletrabalho a partir de casa”, observa José Calado. A transformação digital deixou de ser um objetivo a atingir para se tornar uma realidade a ser implementada já.

O primeiro desafio foi criar um escritório virtual eficiente tendo na sua caixa de ferramentas somente a largura de banda da Internet doméstica e os laptops.

As ferramentas de conferência e colaboração na nuvem, o acesso remoto seguro, a gestão de endpoints e infraestrutura ad hoc… tudo teve de ser configurado e tornado seguro para prestar um serviço operacional e garantir ao mesmo tempo a rapidez de implementação e a previsibilidade dos custos.

“O digital tornou-se o instrumento padrão e, em alguns casos, o único capaz de garantir a continuidade do negócio”

Mas havia funcionários que continuavam a utilizar os desktops tradicionais no escritório e não tinham laptops. Sem esquecer que uma porcentagem significativa dos funcionários não foi treinada para trabalhar eficazmente com todas as novas ferramentas e plataformas digitais.

Por conseguinte, foi necessário um período de aprendizagem para se adaptar às novas plataformas tecnológicas, mas também aos novos modos de trabalho.

Crescimento das necessidades informáticas e de treinamento

A crise da Covid-19 confirmou que “as empresas que já tinham um sistema de serviços à distância (interno ou terceirizado) conseguiram adaptar-se muito mais rapidamente do que as outras“, salienta José Calado. “Foi mais fácil para elas se dedicarem aos clientes e enfrentar o impacto comercial do isolamento“.

Quanto aos fornecedores de serviços, tiveram de lidar rapidamente com um forte aumento da procura de largura de banda em cada casa (videochamadas simultâneas, ensino online, acesso ao YouTube, etc.), mas também nas empresas que tiveram de reforçar o acesso remoto e as plataformas de conferência para suportar um maior número de utilizadores simultâneos.

Infelizmente, esta forma de trabalho também abriu novas falhas que os cibercriminosos souberam explorar“, diz José Calado. A confiança digital torna-se um elemento chave para garantir a proteção e o respeito da privacidade dos trabalhadores.

Novas normas, novas fontes de produtividade

Tanto mais que a fase 2 desta crise, com o levantamento progressivo das medidas de isolamento, inaugura novas normas no trabalho, naturalmente de natureza sanitária (testes, regras de distância física, medidas de higiene…), mas também tecnológica, com a crescente utilização de aplicativos e plataformas TIC para monitorar automaticamente o cumprimento das novas regras.

“Entramos em uma era em que o digital tornou-se o instrumento padrão e, em alguns casos, o único capaz de garantir a continuidade do negócio tanto interna como externamente (clientes, fornecedores…)”, analisa José Calado, “e é provável que a digitalização dos processos empresariais se acelere, dando aos atores das TIC um lugar de destaque na cadeia de valor”. A digitalização e automatização dos processos de negócio e o aumento da utilização de serviços na nuvem em todos os formatos (IaaS, PaaS e SaaS) serão novas fontes de produtividade, prevê o Head of Expertise & Strategic Partnerships da Axians Portugal.

Perante a expansão dos canais digitais de prospecção, venda virtual e entrega à distância, as empresas terão de se adaptar a uma concorrência múltipla e proteiforme. “A inovação contínua e a agilidade das TI serão essenciais para acompanhar a evolução constante dos clientes“, acrescenta.

Em consequência, a confiança e a segurança digitais tornar-se-ão fundamentais para proteger tanto as empresas como os particulares. “Além da tecnologia, a comunicação e a transparência surgirão como novas fontes de valor“, conclui José Calado.

1/06/2020

 

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Covid-19 : o surgimento de novas soluções TIC

 

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As novas soluções TIC que permitiram enfrentar a urgência da crise sanitária deram um impulso fortíssimo à transformação digital das empresas.